EUA cobram Japão sobre destino de base militar

O embaixador norte-americano John Roos pediu hoje uma solução rápida para a disputa sobre a transferência de uma base de fuzileiros navais dos Estados Unidos, na ilha japonesa de Okinawa, sul do país. "Eu realmente acho que é importante resolvermos esta questão rapidamente", disse Ross durante um fórum patrocinado pelo Instituto Japonês de Assuntos Internacionais. "No ano que vem, será muito importante nos concentrarmos em algumas das questões mais amplas da aliança", disse ele.

AE-AP, Agencia Estado

04 de dezembro de 2009 | 20h03

A matéria está deixando tensas as relações bilaterais e a coalizão de governo japonesa. O futuro da base aérea de Futenma se tornou um impasse no plano de 2006 de reorganizar os 47 mil soldados dos Estados Unidos no Japão, incluindo o envio de 8 mil marines para o território norte-americano de Guam e a transferência de Futenma para um local menos povoado de Okinawa.

O objetivo do projeto é diminuir o ônus sobre a ilha, que abriga mais da metade das tropas norte-americanas no Japão. Mas alguns integrantes do governo do primeiro-ministro Yukio Hatoyama disseram que querem que a base de Futenma seja transferida para fora do país.

Muitos moradores de Okinawa reclamam do barulho, poluição e crimes relacionados à base militar. No mês passado, milhares de moradores da ilha reuniram-se para protestar contra o projeto de transferira a base para outro ponto de Okinawa.

Ontem, Mizuho Fukushima, líder de um pequeno partido que faz parte da coalizão de governo, deu a entender que seu partido deveria deixar o governo se a base for transferida para o norte de Okinawa, como estabelecido no projeto de 2006.

Ross disse que uma resolução rápida sobre o assunto é necessária pois, dessa forma, a questão não atrapalharia outros esforços conjuntos como a luta contra o aquecimento global e a disseminação de armas nucleares.

Os funcionários de Defesa dos Estados Unidos querem que Tóquio aceite o acordo de 2006, esquecido durante o governo conservador anterior, e disse que atrasos podem afetar a programação de todo o plano de reorganização e criar desconfiança entre aliados de longa data.

Com o rápido crescimento da influência e força militar chinesas e com a Coreia do Norte aperfeiçoando suas tecnologias nuclear e de mísseis, as relações de segurança dos Estados Unidos com o Japão são mais importantes do que nunca.

Hatoyama, que quer colocar os laços com os Estados Unidos em bases mais igualitárias, disse hoje que reconhece a seriedade do antigo acordo com o governo norte-americano, mas não estabeleceu um prazo para que a questão seja resolvida.

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