EUA começam a enviar membros da Al-Qaeda para Cuba

Em meio a um forte esquema de segurança, o Exército dos Estados Unidos enviou hoje a primeira leva de membros aprisionados da Al-Qaeda para o campo de detenção de Guantánamo, em Cuba, informou a rede de tevê norte-americana CNN. Pouco antes da decolagem do avião de carga C-17 disparos foram ouvidos fora do aeroporto onde estão abrigados fuzileiros navais, informou a CNN. O motivo dos disparos ainda era incerto, e os militares tomaram posições defensivas. A filmagem da CNN mostrava prisioneiros acorrentados e encapuzados sendo guiados em fila única na direção da aeronave. Detidos da Al-Qaeda e do Taleban foram levados de diversas prisões até o Aeroporto de Kandahar, no sul do Afeganistão. Dos mais de 300 prisioneiros mantidos pelos Estados Unidos, um grupo de aproximadamente 20 embarcou no avião para Guantánamo. A transferência transoceânica de prisioneiros representa um desafio sem precedentes para as equipes de segurança. Os prisioneiros deveriam ser acorrentados em seus assentos durante os vôos do Afeganistão para as recém-construídas celas de Guantánamo, informou a imprensa. É muito provável que eles tenham sido sedados, sejam obrigados a usar urinóis e tenham de ser alimentados pelos guardas. Victoria Clarke, porta-voz do Pentágono, disse que não comentaria as reportagens, a não ser para dizer que os detidos estavam sendo tratados de acordo com as regras estabelecidas pela Convenção de Genebra para prisioneiros de guerra. Mais cedo, fuzileiros navais disseram que estavam fazendo de tudo para que não se repetisse o massacre de prisioneiros que se seguiu a um levante de detidos da Al-Qaeda e do Taleban numa fortaleza de Mazar-i-Sharif, mesmo evento no qual morreu o agente da CIA Johnny "Mike" Spann. "Estamos determinados a garantir que não se repitam os mesmos erros de Mazar-i-Sharif", disse o primeiro tenente James Jarvis porta-voz dos fuzileiros navais estabelecidos no Aeroporto de Kandahar. Leia o especial

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 16h12

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