Arab 24 network, via AP
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EUA enviam fuzileiros para combater Estado Islâmico na Síria

Envio de tropas com artilharia pesada é primeira escalada na postura militar americana sobre terrorismo desde que Donald Trump assumiu a presidência

O Estado de S.Paulo

09 de março de 2017 | 09h57

WASHINGTON - Centenas de marines americanos com artilharia pesada foram enviados à Síria para se prepararem para a luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na cidade de Raqqa, que o grupo jihadista autoproclamou ser sua base no país. A movimentação é considerada a primeira escalada na postura militar dos EUA no país desde que Donald Trump chegou à presidência em janeiro.

A medida, provisória e assinada pelo republicano, dá flexibilidade ao Pentágono para tomar decisões sobre combates na luta contra os extremistas. Segundo a imprensa americana, 400 fuzileiros já foram enviados e mais algumas centenas devem seguir para a Síria. Atualmente, 500 soldados americanos auxiliam tropas sírias na área de inteligência.

O Pentágono enviou a Trump um relatório com opções para acelerar a guerra contra os jihadistas e outros grupos terroristas que aproveitaram o caos da guerra civil na Síria e a instabilidade no Iraque para conquistar vários territórios.

A equipe do novo presidente está avaliando planos para retomar Raqqa, enquanto as tensões no país crescem com os preparativos da ofensiva com tropas turcas, curdas, russas ou de fiéis ao governo de Bashar Assad, competindo para garantir posições estratégicas.

Os soldados do Exército americano na Síria fazem parte de um contingente expedicionário mobilizado em navios de guerra em outubro. Eles saíram de San Diego, na Califórnia.

Segundo informações do jornal The Washington Post, esse tipo de movimentação indica que os EUA podem estar se preparando para dar cobertura de artilharia às forças locais armadas na tomada de Al-Qaeda, ficando a pelo menos 30 quilômetros da linha de frente de combate.

As revelações foram feitas depois de fontes sírias terem publicado na internet fotos de vários blindados americanos da unidade de elite Rangers avançando em direção à cidade de Manbij, considerada estratégica para reconquistar Raqqa.

Os EUA estão apoiando o grupo Forças da Síria Democrática, do qual fazem parte milícias curdas, algo que não agrada a Turquia, que opera na Síria com a prioridade de evitar que os cursos controlem todo o norte do país vizinho ao longo de sua fronteira.

A Rússia e as tropas leais a Assad também estão tomando posições nos arredores de Manbij, dificultando os avanços dos aliados turcos na Síria em direção à cidade. / EFE

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