EUA comemoram libertação de americana presa no Irã

Imprensa iraniana afirma que Sarah Shourd ganhou direito à liberdade; outros dois americanos continuam presos.

BBC Brasil, BBC

14 de setembro de 2010 | 18h30

Autoridades dos Estados Unidos comemoraram nesta terça-feira a libertação de Sarah Shourd, uma americana detida há 14 meses no Irã após supostamente entrar ilegalmente no país e que foi acusada de espionagem por Teerã.

A americana, de 32 anos, foi libertada nesta terça-feira, após a promotoria iraniana afirmar que recebeu uma garantia bancária de pagamento de US$ 500 mil (R$ 858 mil) da fiança estabelecida para sua soltura.

Mas não está claro se a quantia foi ou será paga, e o governo dos Estados Unidos nega ter feito qualquer pagamento.

O presidente americano, Barack Obama, divulgou um comunicado em que se dizia satisfeito pela libertação e "esperançoso" de que Teerã demonstrasse "compaixão renovada" e libertasse Shane Bauer e Joshua Fattal, outros dois americanos que foram presos com Shourd.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, se disse feliz com o fato de que a americana em breve reencontrará toda sua família.

Um porta-voz da secretária declarou que o caso "demonstra que as autoridades iranianas têm a habilidade de resolver essas questões se quiserem. Esperamos que tomem a mesma decisão quanto a Bauer e Fattal, o mais rápido possível".

Saúde

Depois de deixar o Irã, Shourd viajou para Omã, um país no Golfo Pérsico, onde foi recebida pela sua mãe.

A Justiça iraniana permitiu a libertação sob fiança depois de o advogado de defesa alegar que o estado de saúde da americana estava debilitado.

Seus dois companheiros, no entanto, tiveram a prisão estendida por mais dois meses, segundo a agência de notícias iraniana Isna, e devem ir a julgamento.

Shourd, Bauer, 28, e Fattal, 28, foram detidos em 31 de julho de 2009 na região da fronteira ente o Irã e o Iraque.

Suas famílias alegam que os três entraram em território iraniano por engano, durante uma caminhada pelas montanhas do Curdistão iraquiano (norte do Iraque).

O crime do qual o grupo é suspeito no Irã, espionagem, é punido com a pena de morte no país persa.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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