REUTERS/Carlos Barria
REUTERS/Carlos Barria

EUA compram quase todo o estoque mundial de remdesivir para combater a covid-19

Administração Trump fechou contrato com o laboratório Gilead para compra do equivalente a 500 mil ciclos de tratamento com o medicamento

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2020 | 13h59
Atualizado 04 de julho de 2020 | 20h58

Os Estados Unidos compraram quase todo o estoque mundial de remdesivir, remédio apontado por pesquisas recentes como eficaz no tratamento do novo coronavírus. O anúncio foi feito pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês) na última segunda-feira, 29. 

De acordo com o HHS, a administração de Donald Trump fechou um "acordo incrível" com o laboratório Gilead, por 500 mil ciclos do medicamento nos próximos 3 meses. A compra dos EUA é equivalente a 100% da produção projetada pelo laboratório para julho e 90% do total a ser produzido em agosto e setembro.

"O presidente Trump fechou um incrível acordo para assegurar aos americanos o acesso à primeira droga autorizada contra a covid-19", afirmou o secretário da pasta, Alex Azar. E completou: "Na medida do possível, queremos garantir que qualquer paciente americano que precise de remdesivir possa obtê-lo. O governo Trump está fazendo todo o possível para aprender mais sobre tratamentos que salvam vidas contra a covid-19 e garantir o acesso a essas opções ao povo americano".

O remdesivir é a primeira droga aprovada por autoridades americanas para ser usada no tratamento contra a covid-19, sem ser em caráter experimental, o que levantou uma esperança quanto ao uso do medicamento. No entanto, ainda não está claro em qual fase da doença o medicamento deve ser utilizado.

Ainda de acordo com a secretaria americana, o custo de um ciclo do tratamento completo custará US$ 3.200 - o equivalente a R$ 17 mil. O preço de fabricação do medicamento, segundo a rede britânica BBC, não passa de US$ 6 (cerca de R$ 33) por um ciclo completo de tratamento.

Em resposta, o Reino Unido e a Alemanha alegaram nesta quarta-feira que possuem estoques suficientes do antiviral remdesivir, mesmo que os EUA tenham comprado quase toda a produção para os próximos três meses. 

O medicamento foi aprovado nos EUA em maio depois de ensaios clínicos demonstrarem que reduziu o tempo de recuperação em quatro dias de pacientes graves com covid-19. A Europa deve permitir seu uso em breve. / COM AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.