Ken Cedeno/EFE/EPA
Ken Cedeno/EFE/EPA

EUA comunicam ao Afeganistão desejo de rever acordo com taleban

Trato foi assinado pelo governo Donald Trump após 19 anos de guerra

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2021 | 23h02

O governo Joe Biden comunicou ao Afeganistão sua vontade de rever o acordo assinado em fevereiro passado pelos Estados Unidos com o taleban, principalmente para "avaliar" o respeito dos rebeldes islamitas aos compromissos assumidos.

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, telefonou esta manhã para o colega afegão, Hamdullah Mohib, a fim de expressar "o desejo dos Estados Unidos de que todos os líderes afegãos aproveitem esta ocasião histórica de paz e estabilidade". Sullivan também "manifestou claramente a intenção dos Estados Unidos de reexaminar o acordo de fevereiro de 2020 com o taleban, para, em particular, avaliar se este último honrou o compromisso de cortar todos os vínculos com grupos terroristas, reduzir a violência e manter negociações sérias com o governo afegão e outros atores", informou sua porta-voz.

O governo de Donald Trump fechou um acordo histórico com o taleban após 19 anos de guerra, que prevê a retirada total das forças americanas a partir de meados de 2021 em troca do compromisso dos rebeldes de não deixarem grupos terroristas agir nas áreas que controlam. O acordo também dispõe o início das primeiras conversas de paz diretas entre o taleban e autoridades de Cabul, que tiveram início em setembro, mas ainda não alcançaram resultados concretos, principalmente em relação à redução da violência.

O Afeganistão também foi um dos temas centrais do primeiro telefonema entre o novo secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, e o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, informou o Pentágono. No último dia 15, o governo Trump reduziu a 2,5 mil o contingente militar americano no Afeganistão, o número mais baixo desde 2001. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.