EUA concederam vistos a 105 suspeitos de terrorismo

Autoridades norte-americanas concenderam vistos a 105 estrangeiros que não deveriam ingressar no país porque seus nomes aparecem em uma lista de supostos terroristas, informaram investigadores do Congresso. Os vistos foram cancelados depois da descoberta, mas é possível que alguns suspeitos tenham entrado nos Estados Unidos.O escritório Geral de Contabilidade (GAO, por sua sigla em inglês), órgão independente do Congresso que iniciou a investigação, tenta agora determinar o paradeiro dos estrangeiros, segundo fontes próximas ao caso.Desde o início de um programa de revisão de segurança chamado "Vistos Condor", em novembro de 2001, as solicitações de entrada feitas no Departamento de Estado por parte de cidadãos de alguns países devem ser comparadas com informações sobre terroristas fornecidas pelo FBI e pela CIA. Homens entre 16 e 45 anos provenientes das nações relacionadas tinham que esperar até 30 dias antes de receberam os vistos.No entanto, o GAO descobriu que apenas recentemente o sistema começou a funcionar de maneira adequada, com a responsabilidade pelo mesmo passando do Departamento de Justiça ao FBI, à CIA, ao Departamento de Estado e à Força Especial de Acompanhamento do Terrorismo Internacional, este último um organismo formado pelo presidente George W. Bush em outubro de 2001.Inicialmente, poucos nomes fornecidos pelo Departamento de Estado eram revisados pela CIA e pelo FBI, segundo os investigadores. Em abril deste ano, quando a força contra o terrorismo tomou o controle do sistema, o FBI tinha 8.000 nomes ainda a serem comparados com a lista do Departamento de Estado. Em contraste, dos 38.000 pedidos de vistos processados desde 1º de agosto de 2002, cerca de 280 nomes apareceram nas listas de terroristas.O Departamento de Estado recebeu uma recomendação para que fosse negado o visto a cerca de 200 estrangeiros, mas isso ocorreu após ter expirado o prazo de 30 dias, o que significa que os vistos já haviam sido emitidos. Devido a nomes mal escritos ou duplicados, os investigadores do GAO acreditam que cerca de 105 pessoas cujos nomes estão nas relações de terroristas receberam vistos de entrada.

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