EUA concederão US$ 2 bilhões em ajuda militar a Paquistão

Americanos, porém, pedem que Islamabad aumente esforços no combate ao terrorismo

Associated Press

22 de outubro de 2010 | 12h38

WASHINGTON - Os EUA vai fornecer um pacote de ajuda militar de US$ 2 bilhões durante cinco anos para o Paquistão, anunciou nesta sexta-feira, 22, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

 

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Hillary anunciou o plano na última reunião de uma série realizada entre autoridades americanas e paquistanesas. O pacote, que ainda será solicitado ao Congresso, prevê a verba de US$ 2 bilhões para que o Paquistão compre acessórios, munição e armas produzidas nos EUA de 2012 a 2016.

 

A nova ajuda militar substitui um acordo similar, mas de menor valor, vigente desde 2005 e que perdeu validade no dia 1º de outubro deste ano. O pacote complementará os US$ 7,5 bilhões de um pacote civil já prometido pelos próximos cinco anos, dos quais parte foi direcionada à ajuda para as vítimas das enchentes de setembro.

 

Os EUA esperam que o anúncio reforce o compromisso do Paquistão com Washington e que o pacote ajude Islamabad a ampliar os esforços no combate a organizações terroristas como o Taleban e a Al-Qaeda. Os pontos do acordo ainda estão sendo negociados, mas o objetivo é ampliar a força militar paquistanesa.

 

O pacote não beneficiará unidades militares suspeitas de cometer abusos de direitos humanos. O governo americano já cortou anteriormente a ajuda a alguns setores da Forças Armadas paquistanesas envolvidas em mortes extrajudiciais e abusos, revelou uma fonte.

 

As reuniões desta semana em Washington - a terceira rodada do diálogo estratégico entre os dois países - ocorre em meio a tensões sobre as incursões militares dos EUA na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão e denúncias de que Islamabad não combate o terrorismo em seu território. Os EUA sinalizaram que a paciência está se esgotando com a resistência do governo paquistanês de lutar contra o Taleban e a Al-Qaeda.

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