EUA concentram forças para possível ataque

Bombardeiros B-52 e B-1 da Força Aérea americana estão espalhados por bases próximas da Ásia Central, prontos para lançar um ataque ao Afeganistão, informaram nesta segunda-feira, sem dar detalhes, funcionários do Departamento de Defesa dos EUA. Ainda estão a caminho, segundo os mesmos funcionários, equipamentos e forças de apoio. Além dos porta-aviões Theodore Roosevelt e Kitty Hawk - que na semana passada zarparam, respectivamente, da Costa Leste americana e do Japão com destino não informado -, os EUA mantêm no Golfo Pérsico o porta-aviões Carl Vinson e, no Mar Arábico, o USS Enterprise. Juntos, os quatro porta-aviões têm capacidade para mais de 300 caças F/A-18 e F-14.A frota conta também com aviões de interferência eletrônica EA-6B. As frotas navais que se dirigem à Ásia Central incluem navios de guerra capazes de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk. O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, declarou nesta segunda-feira que o objetivo dessa primeira fase da operação é o de posicionar o equipamento e deixá-lo de prontidão para quando o presidente americano, George W. Bush, decidir lançar o ataque. Neste domingo, funcionários do Pentágono declararam ao jornal britânico The Times que as forças dos EUA poderão agir "no segundo em que o presidente apertar o botão".As autoridades militares americanas, porém, esforçam-se para não revelar nenhum detalhe de como ou quando se dará a ofensiva contra as bases da organização terrorista Al-Qaeda, comandada por Osama bin Laden, localizadas no território do Afeganistão. A resposta militar dos EUA aos atentados do dia 11 contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington, deve reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o superávit previsto para o orçamento do ano fiscal de 2002 - que começa em 1º de outubro -, antes estimado em US$ 176 bilhões."Obviamente, o grande excedente que planejávamos ter vai desaparecer", prevê o analista Delos Smith, da Conference Board, uma assessoria privada de conjuntura. "A conta total do esforço de guerra será assombrosa e não será surpresa se todo o superávit previsto for consumido."

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