EUA concluem que não é possível derrotar EI com Assad no poder

EUA concluem que não é possível derrotar EI com Assad no poder

Obama quer rever a política do governo em relação à Síria, apesar de foco da ação contra o grupo continuar sendo o Iraque

O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2014 | 10h06


WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, quer que seus assessores revejam a política do governo em relação à Síria após chegar à conclusão de que pode não ser possível derrotar os militantes do Estado Islâmico (EI) sem que o presidente sírio, Bashar al-Assad, seja retirado do poder, noticiou a rede CNN na quarta-feira à noite.

Citando autoridades graduadas do governo dos EUA, a TV disse que a equipe de segurança nacional de Obama reuniu-se quatro vezes na última semana para discutir como a estratégia do governo em relação à Síria se adequa à campanha militar contra o Estado Islâmico, grupo que assumiu o controle de largas faixas da Síria e do Iraque.

"O presidente nos pediu para reexaminar como as duas coisas se encaixam", disse uma das autoridade, segundo a CNN. "O antigo problema sírio é agora composto pela realidade de que para derrotar genuinamente o EI, precisamos não apenas de uma derrota deles no Iraque, mas uma derrota na Síria." 

Um membro do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca disse à Reuters: "A estratégia em relação à Síria não mudou."

A autoridade disse que o conselho de segurança de Obama "se reúne com frequência para determinar como melhor conduzir a estratégia para combater o EI no Iraque e Síria através de várias linhas de frente militares e não-militares."

"Enquanto o foco imediato continua a ser expulsar o EI do Iraque, nós e nossos parceiros de coalizão vamos continuar a atacar o EI na Síria para negá-los um reduto segura e para prejudicar a habilidade do grupo de organizar um poder", disse a autoridade.

Destacando que Obama deixou claro que Assad perdeu sua legitimidade, o representante disse: "Junto com nossos esforços para isolar e punir o regime , estamos trabalhando com nossos aliados para fortalecer a oposição moderada." / REUTERS

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