EUA condenam 4 seguidores de Bin Laden

Um tribunal federal dos EUA declarou ontem quatro seguidores do terrorista saudita Osama Bin Laden culpados do assassinato de cidadãos americanos em dois atentados simultâneos contra as embaixadas do país em Nairóbi, no Quênia, e Dar Es-Salaam, na Tanzânia, em agosto de 1998. Dois dos condenados estão sujeitos à sentença de morte. As penas devem ser anunciadas hoje. Após 12 dias de deliberações, o júri - formado por sete mulheres e cinco homens - declarou Mohammed Rashed Daoud al-Owhali, saudita, de 24 anos, e Khalfan Khamis Mohammed, tanzaniano, de 27, passíveis de serem sentenciados à morte pelo papel de liderança que exerceram na execução dos ataques às embaixadas, que, no total, causaram a morte de 224 pessoas. Wadih el-Hage, libanês naturalizado americano, de 40 anos, e Mohammed Sadeek Odeh, jordaniano de origem palestina, de 36, foram declarados culpados por conspirar para assassinar funcionários e militares americanos no exterior e podem ser condenados à prisão perpétua. O advogado de defesa, Edward Wilford, declarou a jornalistas na saída do edifício do tribunal, em Nova York, que recorrerá da decisão. Durante o julgamento, a acusação apresentou fotografias e vídeos com imagens das vítimas e da catástrofe causada pela explosão dos caminhões-bomba na frente das embaixadas. O julgamento dos quatro réus prolongou-se por quatro meses e meio e eles se recusaram a prestar depoimento durante o processo. As investigações dos dois atentados realizadas pelas autoridades dos EUA apontaram 22 envolvidos. Além dos 4 condenados ontem, outros 2 aguardam julgamento em prisões americanas, 3 estão presos na Grã-Bretanha e outros 13 - incluindo o próprio Bin Laden, estão foragidos.

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