EUA condenam abusos dos direitos humanos na Coreia do Norte

Enviado de Washington, Robert King, faz a primeira viagem após nomeação por Barack Obama, em novembro

Efe,

11 de janeiro de 2010 | 04h17

O enviado especial dos Estados Unidos para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, Robert King, condenou nesta segunda-feira, 11, os abusos dos direitos humanos do país comunista e assegurou que estes assuntos devem tratar-se no diálogo nuclear, informou a agência sul-coreana Yonhap.

 

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"A Coreia do Norte é um dos piores lugares do mundo em relação a falta de respeito aos direitos humanos", ressaltou King, que qualificou de "atroz" a situação do país, após reunir-se com o ministro de Relações Exteriores sul-coreano, Yu Myung-hwan, em Seul.

 

O emissário de Washington chegou no domingo, 10, na Coreia do Sul para uma visita de cinco dias . Robert King vai se reunir com o ministro da Unificação, Hyn In-taek, e o negociador sul-coreano sobre o diálogo nuclear, Wi Sung-lak, assim como os refugiados norte-coreanos.

 

King sinalizou que as relações entre Washington e Pyongyang estão condicionadas a melhora dos direitos humanos na Coreia do Norte e opinou que se deve tratar o assunto como o marco das conversações as seis partes, com a Coreia do Norte, em que participaram a Coreia do Sul, Japão, China, Rússia e Estados Unidos.

 

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O enviado dos Estados Unidos ressaltou que a necessidade de que as pessoas que fugirem do regime de Kim Jong-il serão reconhecidas como refugiados políticos, conforme o convênio das Nações Unidas, que indica que os Estados Unidos oferecerá mais oportunidades a refugiados norte-coreanos.

 

Esta é a primeira viagem de King ao exterior desde a sua nomeação para o cargo, em novembro do ano passado, com o objetivo de estreitar a cooperação entre Seul e Washington para melhorar os direitos humanos na Coreia do Norte.

 

As violações dos direitos humanos na Coreia do Norte tem sido condenadas em várias ocasiões pela comunidade internacional e por ativistas, que denunciam torturas, trabalhos forçado e execuções extrajudiciais no país.

 

Na próxima quinta-feira, 14, Robert King deve se reunir com o relator especial da ONU, Vitit Muntarbhorn, para levantar a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, antes de partir para Tóquio.

 

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