EUA condenam ação de Síria no ataque à Embaixada em Damasco

Para Departamento de Estado, Damasco se recusou a proteger a Embaixada

estadão.com.br,

11 de julho de 2011 | 16h21

Atualizado às 16h53

 

Manifestantes invadem prédio da Embaixada americana em Damasco em foto de site local

 

WASHINGTON - Os Estados Unidos condenaram a Síria nesta segunda-feira, 11, pelo que dizem ser uma recusa de Damasco de proteger a Embaixada americana durante ataque de manifestantes favoráveis ao presidente Bashar al-Assad. Em comunicado, o Departamento de Estado chamou o ataque de "ultrajante".

 

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Segundo os Estados Unidos, tanto o complexo da Embaixada em Damasco como a residência do embaixador na capital síria foram atacados pelos manifestantes. Não houve feridos, mas o edifício da Embaixada sofreu danos. O Departamento de Estado disse que os ataques tentam tirar a atenção da repressão a manifestações populares contra Assad.

 

A porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland disse que o ataque dos manifestantes ocorreu um dia depois de um encontro entre o embaixador Robert Ford e o ministro sírio de Relações Exteriores. A reunião, segundo ela, teria como pauta a segurança da Embaixada. Durante o fim de semana manifestantes atiraram pedras e comida contra o edifício, motivando a reunião. De acordo com Nuland, houve uma promessa de que as coisas "melhorariam".

 

Em uma coletiva de imprensa em Washington, Nuland disse que "o governo sírio não cumpriu as obrigações de acordo com a Convenção de Viena, de proteger instalações diplomáticas". Ela classificou o incidente de "absolutamente ultrajante".

 

Manifestantes leais ao presidente sírio Bashar al-Assad atacaram as Embaixadas dos EUA e da França nesta segunda-feira, apenas três dias depois de uma visita realizada pelos embaixadores dos dois países a Hama, cidade que tem sido palco de atos contra o regime de Damasco.

 

A visita foi considerada uma clara demonstração de apoio aos manifestantes contrários a Assad.

 

Com Reuters

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