EUA condenam ataque do Taleban a consulado no Paquistão

Casa Branca se mostra preocupada com situação da segurança no país asiático

Reuters e Associated Press

05 de abril de 2010 | 12h16

WASHINGTON - A Casa Branca divulgou um comunicado nesta segunda-feira, 5, condenando veementemente os atentados ao consulado dos EUA em Peshawar, no noroeste do Paquistão, e se mostrou bastante preocupada com a situação da segurança no país asiático.

 

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O porta-voz do governo americano, Robert Gibbs, informou que Washington está "muito preocupado" com o ocorrido e condenou "a violência e as ações dos insurgentes autores dos ataques". "Os extremistas conseguiram matar paquistaneses, o que ao meu ver mostra que a própria população se volta contra a insurgência", disse o porta-voz.

 

O Taleban paquistanês assumiu a autoria dos ataques e disse que outros casos como esse ocorrerão enquanto os EUA se mantiverem no país. "Reivindicamos o ataque contra o consulado americano. É uma vingança pelos ataques dos aviões não tripulados", disse à AFP Azam Tariq, porta-voz do Taleban paquistanês. "Temos entre 2.800 e 3.000 rebeldes. Vamos realizar mais ataques desse tipo. Atacaremos todos os lugares aonde estiverem os americanos", disse Tarik.

 

O "ataque coordenado" ao consulado envolveu carros-bomba e militantes tentando entrar no local com armas de fogo, segundo a embaixada americana do Paquistão. Ao menos dois seguranças paquistaneses morreram no atentado. Quatro insurgentes também perderam a vida no episódio. O número de feridos ainda é incerto e o de mortos também pode aumentar.

 

A violência contra uma sede diplomática americana mostra a disposição dos insurgentes islâmicos em lutar contra a presença militar dos EUA no país. Um outro atentado em uma cidade também do noroeste paquistanês deixou outros 41 mortos.

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