Miraflores Palace/Handout via REUTERS
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EUA condenam 'prisões arbitrárias' na Venezuela por suposto ataque e pedem investigação independente

Departamento de Estado pediu que devido processo legal seja respeitado e que presunção de inocência dos acusados seja mantida; Maduro alega que ataque tinha como objetivo matá-lo, mas opositores alegam que incidente foi arquitetado pelo governo para aumentar repressão

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 16h14

WASHINGTON - Os Estados Unidos condenaram nesta sexta-feira, 17, as detenções e confissões que consideram arbitrárias e forçadas realizadas na Venezuela em resposta à explosão de drones durante um discurso do presidente Nicolás Maduro no dia 4. O governo venezuelano afirma que a ação foi um tentativa frustrada de matar o Maduro.

Em um comunicado, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, disse que os EUA condenam a "violência política" do ataque, que Caracas sustenta ter sido uma tentativa da oposição de assassinar Maduro. O departamento também pediu ao líder venezuelano que respeite o estado de direito na investigação do incidente.

“Os Estados Unidos condenam a violência política que aconteceu no dia 4 de agosto, e pedem que o regime Maduro respeite o Estado de Direito, exerça restrição e proteja a presunção de inocência de todos os acusados”, disse Heather, acrescentando que a resposta do governo venezuelano foi de realizar prisões arbitrárias e não seguir o devido processo legal. "Além disso, houve violações da imunidade parlamentar, que está protegida pela Constituição da Venezuela. Os EUA condenam o suposto uso da tortura para obter confissões", afirmou.

A Venezuela prendeu 14 pessoas pelo ocorrido no dia 4, incluindo um político opositor, um general e um coronel. Segundo Maduro, as explosões foram realizadas por drones carregados com bombas, com o objetivo de matá-lo. Apesar disso, figuras da oposição acusam o presidente do país de fabricar o incidente para intensificar a repressão.

A porta-voz americana disse que os EUA apoiam os pedidos da comunidade internacional de formar uma comissão de especialistas independentes para investigar o caso e reiterou o chamado de seu país "à libertação imediata de todos os que foram detidos arbitrariamente, incluindo os presos políticos". / REUTERS e AFP

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