EUA condicionam ajuda às Ilhas Marshall a testes com mísseis

Washington cortará apoio de US$ 70 mi se governo revogar o acordo de autorização de testes balísticos no local

EFE

25 de abril de 2009 | 04h53

As pequenas Ilhas Marshall da Micronésia podem perder o financiamento de dois terços de seu orçamento anual se não aceitarem que um de seus atóis seja usado a longo prazo para testes de mísseis dos Estados Unidos.

 

Um comunicado da Embaixada americana em Majuro informou neste sábado que Washington vai cortar US$ 70 milhões em ajuda se as autoridades locais revogarem o acordo que autoriza os EUA a realizar estes testes na ilhota de Kwajalein até 2023. Essa quantia equivale a mais de 60% do orçamento anual da pequena república, situada na região central do Pacífico.

 

Segundo os termos do pacto assinado pelos dois Governos, os EUA pagam um aluguel a uma tribo das Ilhas Marshall pelo atol, mas esse acordo expirou há quase três anos e um novo documento ainda continua sendo discutido.

 

Os donos proprietários de Kwajalein exigem aos Estados Unidos US$ 19 milhões por ano para que possam continuar efetuando testes com mísseis balísticos na ilhota, garantidos pelo tratado inicial pelos próximos sete anos. No entanto, Washington oferece US$ 17 milhões e afirma que não está disposto a renegociar o acordo.

 

Os EUA libertaram as Ilhas Marshall da ocupação japonesa durante a Segunda Guerra Mundial, e desde então o pequeno e isolado grupo de ilhas tem muita importância estratégica para Washington. Os primeiros testes com mísseis começaram em 1965 e forçaram a retirada de parte da população civil, a maioria pescadores pobres e agricultores.

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