EUA confirma Power como representante na ONU

O Senado confirmou facilmente o nome de Samantha Power, militante antigenocídio com reputação de ser objetiva, para ser a embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU)

AE, Agência Estado

01 de agosto de 2013 | 18h49

O nome de Power foi confirmado no Senado por 87 votos a 10, e ela deverá ocupará a vaga em meio às turbulências no Oriente Médio e novas tensões com a Rússia, um dos membros da ONU mais poderosos. Power, assistente do Conselho de Segurança Nacional, sucederá Susan Rice, que é agora conselheira de segurança nacional de Barack Obama.

"Power construiu uma carreira e reputação como uma das vozes mais proeminentes contra a violação dos direitos humanos e crimes contra a humanidade", afirmou o diretor do Comitê de Relações Externas do Senado, o democrata Bob Menendez.

Power assume o posto na ONU após mais de dois anos dos conflitos no Oriente Médio e Norte da África, onde o descontentamento popular derrubou líderes, mas não conseguiu ainda produzir governos estáveis. O Egito, em particular, vem sendo atingido por uma onda de descontentamento após os militares terem derrubado no mês passado o presidente eleito democraticamente. A Síria está em meio a uma guerra civil com grupos rebeldes contra o regime do presidente President Bashar al-Assad.

O programa nuclear do Irã é outro item importante da agenda. A administração de Obama está ansiosa para testar a disposição do presidente eleito do Irã, Hasan Rouhani, de se engajar nesse assunto, mas também precisa administrar um Congresso cético, onde a Câmara votou na quarta-feira da semana passada pelo aperto nas sanções.

A confirmação do nome de Power ocorre no mesmo dia em que a Rússia, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, garantiu asilo temporário para Edward Snowden, o ex-agente da CIA que vazou informações sobre os programas de espionagem dos EUA. A decisão desagradou os EUA e acrescentou novos contornos à já complicada relação entre os dois países devido, em parte, à vendas de armas ao governo sírio pela Rússia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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