EUA confirmam morte de oficial da CIA

O oficial da CIA Johnny "Mike" Spann morreu em uma rebelião carcerária no norte do Afeganistão e transformou-se na primeira baixa confirmada do Exército dos Estados Unidos desde o início de sua guerra contra o país asiático, informou a CIA nesta quarta-feira. O oficial morreu no motim de Mazar-i-Sharif, disseram fontes. As autoridades norte-americanas recuperaram o cadáver hoje, horas depois de a Aliança do Norte, com o apoio de bombardeios e forças especiais dos EUA, ter sufocado o motim iniciado por presos ligados ao Taleban e à Al-Qaeda. A CIA não forneceu detalhes sobre as circunstâncias da morte de Spann. O diretor da CIA, George Tenet, conversou com os subordinados hoje e elogiou Spann como um herói norte-americano, exortando os companheiros a continuarem a missão pela qual ele morreu. "Desta forma, prosseguiremos com nossa batalha contra o mal com nova força e espírito", disse Tenet, segundo comunicado da CIA. Spann tinha 32 anos e era de Winfield, Alabama. Ele entrou para a CIA em junho de 1999 e havia prestado serviço na infantaria da Marinha. Ele deixou a mulher e três filhos. Quatro norte-americanos, todos eles militares, morreram em conexão com a guerra no Afeganistão, mas nenhum em situação de combate. Todos morreram em acidentes ocorridos fora do país. Dois faleceram em um acidente de helicóptero no Paquistão. Também morreram oito jornalistas. A CIA desenvolveu operações encobertas no Afeganistão com militares nas sete semanas de guerra. Acredita-se que agentes da CIA forneceram armas, dinheiro e informações aos grupos rebeldes de oposição ao Taleban e à Al-Qaeda. Eles também teriam interrogado milicianos capturados durante os combates. Leia o especial

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