EUA confirmam pacote de armas para região

Plano inclui auxílio militar e venda para Israel, Egito e países do Golfo

AP E REUTERS, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2031 | 00h00

Washington - O governo dos Estados Unidos confirmou ontem a liberação de um pacote de auxílio militar de mais de US$ 43 bilhões para Israel e Egito e a venda de um lote de armas e equipamento de defesa para a Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico. De acordo com a Casa Branca, o plano vai ajudar na segurança do Iraque e promover estabilidade em uma região "ameaçada pelo terrorismo e pelo Irã". Segundo a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a proposta vai "ajudar a combater as influências da Al-Qaeda, do Hezbollah, da Síria e do Irã" na região. "Estamos ajudando nossos parceiros a fortalecerem suas defesas e planejamos iniciar discussões com a Arábia Saudita e com outros Estados do Golfo sobre um plano que vai ajudar a manter a paz e a estabilidade na região", afirmou Condoleezza. Ela e o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, iniciaram ontem uma viagem de quatro dias a países árabes para buscar ajuda na estabilização do Iraque. No plano anunciado, o governo dos EUA propôs um auxílio militar para o Egito de US$ 13 bilhões em dez anos e um pacote de defesa no valor de US$ 30 bilhões para Israel durante o mesmo período. Os valores dos armamentos que serão vendidos para Arábia Saudita e a outros países do Golfo Pérsico serão determinados na próxima semana. O projeto ainda precisa passar pela aprovação do Congresso dos EUA. O Irã criticou o plano de vender armas para nações árabes e acusou os EUA de criar divisões no Oriente Médio. "Os EUA sempre utilizaram a política de propagar medo nos países da região e também de tentar danificar as boas relações entre esses países", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Mohammed Ali Hosseini. O subsecretário de Estado dos EUA, Nicholas Burns, afirmou que o projeto é uma continuação de uma estratégia já em andamento. Segundo ele, a venda de armas vai ajudar a manter uma "forte presença e influência americana na região". O primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, também se manifestou contra o projeto e se disse "aborrecido, surpreso e perplexo" em relação à ajuda destinada a Israel. Siniora afirmou que a assistência militar para o Estado judeu encoraja e aumenta os "sentimentos de fúria árabes e islâmicos e, conseqüentemente, fortalece e alimenta o movimento extremista". NÚMEROS >>30 bilhões de dólares é o valor do pacote de defesa destinado a Israel >>13 bilhões de dólares é o total do auxílio militar proposto para o Egito

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