EUA confirmam segundo bombardeio na Somália

Os Estados Unidos realizaram uma segunda rodada de bombardeios na Somália, disseram autoridades norte-americanas na quarta-feira, enquanto o principal representante dos EUA no Leste da África encontrava um líder islâmico deposto para incentivar a reconciliação com o governo.Há quase duas semanas, um avião C-130 matou, segundo Washington, oito combatentes da Al Qaeda que estariam escondidos entre os militantes islâmicos encurralados por tropas etíopes e somalis no extremo sul da Somália.Uma autoridade disse que os alvos nesta semana eram do Conselho das Cortes Islâmicas da Somália, o grupo militante que governou grande parte do país até ser derrubado, em dezembro, por forças do governo provisório e da Etiópia.Uma segunda fonte afirmou que o alvo era um agente da Al Qaeda. O Pentágono não quis fazer comentários - o porta-voz Bryan Whitman argumentou que "a própria natureza de algumas de nossas operações não são para serem levadas a discussões públicas".Washington afirma que o Conselho das Cortes Islâmicas protegia membros da Al Qaeda acusados pelos atentados de 1998 a duas embaixadas dos EUA na África e de 2002 a um hotel de propriedade israelense no Quênia.Na quarta-feira, o embaixador norte-americano em Nairóbi, Michael Ranneberger, se reuniu com o xeque Sharif Ahmed, líder do grupo islâmico, que é mantido pela inteligência queniana em um hotel de luxo próximo à capital do país desde que se rendeu na fronteira. A reunião foi confirmada por duas fontes, uma delas da embaixada.Ranneberger, também responsável pela Somália, disse que Ahmed está entre os que podem ter um papel importante num processo de paz."O que faremos depende do tipo de homem que ele é. Mas vamos voltar ao nosso país, sentar com meu gabinete e decidir o que fazer com ele", disse o presidente somali, Abdullahi Yusuf, em entrevista coletiva em Kigali, onde se reuniu com o presidente Paul Kagame.Uma importante autoridade queniana disse que Ahmed quer asilo no Iêmen, e que o Quênia não vai deportá-lo para a Somália, pois ele poderia ser morto.A Somália, no nordeste da África, vive em anarquia desde a deposição do ditador Mohamed Siad Barre, em 1991, e os EUA temem que o país se torne terreno fértil para militantes.

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