AP Photo/Alfredo Zuniga
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EUA congelam bens de vice-presidente da Nicarágua e de assessor

Rosario Murillo e Néstor Moncada Lau foram punidos por violações de direitos humanos que levaram a morte de 317 pessoas em protestos contra o governo de Daniel Ortega

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2018 | 18h45

WASHINGTON - O departamento do Tesouro americano sancionou nesta terça-feira, 27, a primeira-dama e vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo e Néstor Moncada Lau, assessor de segurança nacional do presidente Daniel Ortega. Eles tiveram bens que estiverem ao alcance de instituições financeiras americanas congelados. Eles também perderam acesso a bancos que operam nos Estados Unidos. 

Segundo o governo americano, as medidas são respostas a violação de direitos humanos na Nicarágua. Em abril deste ano, uma onda de protestos contra a reforma no sistema de aposentadorias do país foi duramente reprimida pelo governo de Ortega. Ao menos 317 pessoas morreram entre abril e julho no país, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à OEA.

“A vice presidente e seus operadores políticos sistematicamente procuraram desmantelar as instituições democráticas e saquear as riquezas da Nicarágua para consolidar seu poder”, disse em nota o secretário do Tesouro americano Steve Mnuchin. “O Departamento do Tesouro tem como intenção garantir que o regime de Ortega não tenha acesso às instituições financeiras americanas.”

As sanções foram aplicadas depois de o presidente Donald Trump assinar um decreto que caracteriza a crise na Nicarágua como uma “emergência nacional”. No começo do mês, o assessor de segurança nacional John Bolton colocou o país numa “tróica da tirania”, ao lado da Venezuela e de Cuba e prometeu uma nova política americana para esses países.

Ortega, no poder desde 2007, indicou a mulher como vice-presidente nas controvertidas eleições de 2016, nas quais foi reeleito para o terceiro mandato consecutivo em meio a denúncias de fraude. Especula-se que Rosario possa substituir Ortega, que já comandou a Nicarágua depois da Revolução Sandinista, nos anos 80, no futuro.  /EFE

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