EUA conheciam a identidade de "Jihadi John", diz fonte

Homem com sotaque londrino que aparece em vídeos de decapitações do Estado Islâmico (EI) foi identificado como o britânico Mohammed Emwazi

O Estado de S. Paulo

26 de fevereiro de 2015 | 21h45

WASHINGTON - Os serviços de Inteligência dos Estados Unidos sabiam que "Jihadi John", o homem com sotaque londrino que aparece em vídeos de decapitações do Estado Islâmico (EI), é o britânico Mohammed Emwazi, informaram fontes do governo americano à emissora pública de rádio NPR. Sob anonimato, fontes de Inteligência confirmaram à NPR que o nome, revelado primeiro pela emissora britânica BBC, é correto e era o mesmo com o qual as agências de segurança americanas trabalhavam.

Além disso, as fontes acrescentaram que se trata de um homem com educação universitária, original de Londres e que está na Síria desde 2012. A Casa Branca evitou confirmar essa informação, que não foi revelada oficialmente pelo governo britânico. A porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Bernadette Meehan, se limitou a dizer que o governo americano "não está em posição de confirmar ou negar a identidade deste indivíduo". "Trabalhamos com nossos parceiros internacionais, incluindo o governo britânico, para que estes assassinos respondam perante a Justiça", acrescentou Meehan.

Batizado pela imprensa britânica como "Jihadi John" por seu sotaque londrino, Emwazi é a figura encapuzada que aparece em vários vídeos de decapitações de reféns ocidentais. Foi visto pela primeira vez em um vídeo divulgado pela internet em agosto do ano passado, no qual se exibia o assassinato do jornalista americano James Foley. Também aparecia nos vídeos do EI que documentavam a decapitação do também jornalista americano Steven Sotloff, o voluntário britânico David Haine, o taxista também britânico Alan Henning e o voluntário americano Abdul-Rahman Kassig.

A BBC afirmou que Emwazi nasceu no Kuwait, teria 27 anos. Os serviços de contraespionagem britânicos MI5 o consideraram uma "pessoa de interesse", à qual deviam vigiar, em 2011 após relacioná-lo com grupos extremistas.

Por sua parte, o jornal The Washington Post entrevistou em Londres vários conhecidos de Emwazi que asseguraram que não têm dúvidas que é ele quem aparece nos vídeos, e acrescentaram que vinha de uma família com recursos. O FBI utilizou técnicas de análise de voz e entrevistou reféns do EI que foram libertados para determinar a identidade do terrorista.

Meehan acrescentou em seu comunicado que os Estados Unidos não vão descansar até fazer pagar todos aqueles responsáveis pelas mortes de seus cidadãos. / EFE

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