EUA conseguem interrogar viúvas de Bin Laden

Mulheres podem fornecer informações importantes sobre a rede terrorista Al-Qaeda

Agência Estado

13 de maio de 2011 | 17h52

WASHINGTON - Depois de dias de discussões com líderes paquistaneses, os oficiais da inteligência americana finalmente tiveram acesso às três mulheres de Osama bin Laden e permissão para interrogá-las, em um esforço para conseguir mais informações sobre a vida no complexo de Abbottabad, disseram nesta sexta-feira, 13, funcionários do Pentágono.

 

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Os funcionários americanos não disseram se conseguiram alguma informação das entrevistas. Um deles relatou que é possível falar diretamente com três esposas, em vez de simplesmente observar os interrogatórios paquistaneses.

 

O ataque dos militares americanos que matou Bin Laden forneceu uma grande quantidade de informações sobre as operações da Al-Qaeda, inclusive sobre os planos da rede, obtidas em documentos e computadores encontrados no local. Os sobreviventes do ataque potencialmente poderiam fornecer uma fonte adicional de informação.

 

No entanto, não está claro o quanto as esposas sabiam sobre os planos da Al-Qaeda ou mesmo a respeito do papel de Bin Laden na direção da rede terrorista. A prática islâmica de segregar as mulheres dos homens leva a crer que elas não estiveram presentes em encontros ou discussões de operações da Al-Qaeda.

 

As esposas são testemunhas extremamente hostis. Outro funcionário americano disse que elas confrontaram seus interrogadores, pois estavam furiosas pela morte de Bin Laden e pelo ataque à sua casa. O coronel da Marinha David Lapan, porta-voz do Pentágono, disse que funcionários americanos e paquistaneses continuam a discutir o ataque e como compartilhar informações que chegam sobre o assunto.

 

Enquanto isso, funcionários da defesa americana estudam medidas para garantir a segurança do time de fuzileiros navais que realizou o ataque no dia 2 de maio. Os analistas militares e de inteligência também estão examinando os vídeos gravados pelas câmeras instaladas nos capacetes dos fuzileiros.

 

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse durante um encontro com os fuzileiros navais na semana passada em Camp Lejeune, na Carolina do Norte, que estava preocupado com a segurança das família deles. Ele disse que há um esforço consistente para proteger as identidades daqueles que participaram do ataque - inclusive os pilotos de elite da missão, membros do 160º Regimento de Operações Especiais da Aviação, conhecidos como Night Stalkers. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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