EUA continuarão a consultar aliados sobre Iraque, diz porta-voz

A Casa Branca disse que o relatório do chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, mostrou que o Iraque não está cumprindo a Resolução 1441 do Conselho de Segurança. Contudo, a administração do presidente George W. Bush declinou em dizer se e quando os EUA irão decidir que a força militar é necessária para desarmar o Iraque. "O processo continua, mas o processo está esgotando o tempo", disse o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. O porta-voz disse que o presidente Bush continua comprometido em formar um consenso com os principais aliados sobre o que fazer sobre o Iraque. "É importante continuar a consulta, trabalhar com os líderes mundiais sobre como lidar com o crescente problema da falta de cooperação de Saddam Hussein com os inspetores (de armas da ONU), o problema de Saddam Hussein continuar a ter sob sua posse armas biológicas e químicas, que ele não havia prestado contas. E nós continuaremos a consulta", disse Fleischer.Como exemplo disso, o porta-voz disse que Bush telefonou para o primeiro-ministro da Espanha, Jose Maria Aznar, e conversaram sobre a situação no Iraque. Contudo, Fleischer também reafirmou a determinação da administração Bush de que o Iraque será desarmado pacificamente ou através do uso da força. Ele também disse que o presidente Bush leva muito a sério a ameaça representada pelo Iraque. Bush acredita que sua mais solene tarefa como presidente é "proteger o país, proteger seu povo", americanos no exterior e nos EUA, "particularmente depois do que nós vimos em 11 de setembro", disse Fleischer. Ele acrescentou dizendo que Bush tem um "temor real" de que Saddam possa, um dia, transferir armas de destruição em massa para grupos terroristas, que então usariam essas armas contra os EUA ou seus aliados próximos. Se isso acontecer, centenas de milhares e até milhões de pessoas poderão morrer, alertou o porta-voz da Casa Branca.

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