EUA, Coreia do Sul e Japão apoiam medidas contra Pyongyang

Mesmo a China, que havia ignorado as sanções da ONU após os testes nucleares de 2006, apoiou as declarações

30 de maio de 2009 | 10h54

Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão apostaram neste sábado, 30, pela via multilateral para frear a ameaça das ambições nucleares da Coreia do Norte, depois do segundo teste atômico realizado esta semana pelo regime comunista.

 

Esta via multilateral ficou acertada pelo secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, e seus colegas, o sul-coreano Lee Sang-hee, e o japonês Yasukazu Hamada, depois de reunião na conferência asiática de segurança realizada em Cingapura.

 

Cada um dos ministros leu um breve comunicado no qual reafirmou seu compromisso de trabalhar junto com os outros, em uma frente comum para conseguir o objetivo de desmantelar as armas nucleares da península coreana, uma ameaça para a paz e a segurança na região.

 

"Se a Coreia do Norte pensa que desta vez vai ser recompensada por seus erros, está completamente enganada", indicou Lee.

 

Não participaram do pronunciamento representantes de China e Rússia, os outros dois países que, além da Coreia do Norte, fazem parte das conversas de seis lados sobre o problema atômico coreano.

 

Gates chegou a comparar o programa nuclear da Coreia do Norte ao do Irã, mas observou que o norte-coreano está aquém do iraniano. Gates defendeu "sanções genuinamente rígidas" contra ambos países, "que provoquem prejuízos domésticos reais por não terem aderido às normas internacionais".

 

"Não ficaremos passivos enquanto a Coreia do Norte desenvolve a capacidade de provocar a destruição de qualquer alvo na região ou contra nós", afirmou Gates durante uma conferencia anual de segurança em Cingapura.

 

Mesmo a China, que anteriormente ignorou as sanções das Nações Unidas para punir a Coreia do Norte após os testes atômicos de 2006, apoiou as declarações. "Como vizinho próximo da Coreia do Norte, a China tem expressado uma oposição firme e grande preocupação com o teste nuclear (de segunda-feira)", disse o major-general Ma Xiaotian, o segundo homem mais importante na hierarquia do exército chinês.

 

Gates deverá reunir-se mais tarde com os ministros da Defesa da Coreia do Sul e do Japão para discutir a Coreia do Norte. A administração Obama anunciou que irá enviar uma delegação neste domingo, dia 1º, para Tóquio, Seul e Pequim e, possivelmente, a Moscou na próxima semana, para discutir como responder aos testes da Coreia do Norte. As visitas estavam previstas, uma vez que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve anunciar sanções financeiras e militares para evitar que a Coreia do Norte transporte material nuclear ou outras armas.

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