TASOS KATOPODIS/AFP
TASOS KATOPODIS/AFP

EUA criam 'força especial' para proteger monumentos de protestos antirracismo

Medida foi tomada depois da depredação e vandalização de estátuas ligadas ao passado escravagista do país

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2020 | 10h56

WASHINGTON - O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 1º, a criação de uma nova força especial para proteger monumentos históricos no país. A medida foi tomada depois da depredação e vandalização de estátuas ligadas ao passado escravagista.

Em um comunicado, o secretário interino de Segurança Interna, Chad Wolf, disse estar destacando "equipes de mobilização rápida" em todo país para proteger monumentos e estátuas durante o 4 de Julho, feriado nacional pelo Dia da Independência.

Muitos monumentos foram atacados, e alguns derrubados, neste último mês, durante manifestações contra o racismo e a violência policial. Nos protestos, várias estátuas de figuras do sul pró-escravagismo na Guerra Civil de 1860 e outros símbolos do legado de escravidão do país foram alvo dos manifestantes.

Entre elas, estátuas dos venerados presidentes George Washington e Thomas Jefferson (1801-1809), ambos donos de escravos. Em alguns casos, os próprios governos locais decidiram retirar os monumentos, cedendo à pressão das ruas.

O presidente Donald Trump expressou sua indignação em 22 de junho, quando os manifestantes tentaram derrubar uma estátua, diante da Casa Branca, do presidente Andrew Jackson. Também proprietário de escravos, ele comandou a expulsão em massa de nativos americanos de suas terras de origem, na década de 1830.

Trump exigiu que a polícia prenda e leve a julgamento qualquer pessoa que danificar monumentos, exigindo que receba uma pena de até dez anos de prisão./ AFP

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