EUA criam medalha para pilotos de aviões não tripulados

Funcionários envolvidos na tecnologia de criação e de operação de drones também poderão ganhar condecoração

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2013 | 02h07

Se pilotos de drones e especialistas na tecnologia aplicada na operação das aeronaves não tripuladas tinham alguma dúvida de que assumiram um papel central na nova era dos combates militares, o secretário de Defesa americano, Leon Panetta, usou ontem sua entrevista de despedida do Pentágono para deixar isso claro. Ele anunciou a criação de uma medalha especialmente destinada a condecorar esses profissionais.

A honraria vai conferir "reconhecimento pelas façanhas extraordinárias que têm impacto direto nas operações de combate, mas não envolvem atos de heroísmo ou risco físico", afirmou Panetta.

"Vi em primeira mão como as ferramentas modernas - incluindo naves pilotadas remotamente e sistemas cibernéticos - mudaram a maneira como as guerras são travadas", disse, citando sua experiência como diretor da CIA e chefe do Pentágono. "Elas conferiram a nossos homens e mulheres a possibilidade de enfrentar o inimigo e mudar o curso de batalhas mesmo de longe."

Panetta afirmou que a nova medalha é reservada àqueles que comandam os drones de locais remotos, frequentemente dentro dos EUA, ou tenham a função de criar mecanismos de defesa para computadores ou códigos digitais nocivos para atacar redes de informática inimigas. Segundo o secretário, porém, as mais altas condecorações militares continuarão destinadas aos combatentes que arriscam suas vidas. / NYT

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