EUA criticam Brasil por posição sobre Irã

Nenhum país preocupado com a proliferação de armas nucleares deveria querer adiar sanções contra o Irã. Esse foi o recado dado ontem para o governo brasileiro pela subsecretária de Estado para Controle de Armas dos EUA, Ellen Tauscher. Ellen disse que não há mais espaço para adiar ou suspender possíveis sanções contra o Irã no Conselho de Segurança das Nações Unidas, por causa do programa nuclear de Teerã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a seu colega americano, Barack Obama, na semana passada, que seja dado mais tempo ao Irã, permitindo uma solução negociada.

AE, Agência Estado

21 de abril de 2010 | 08h44

"Nós achamos que ninguém no mundo que esteja preocupado com proliferação nuclear deva pensar em adiar sanções (contra o Irã)", disse Ellen. "Já houve muita demora por parte do Irã, com sua falta de transparência, e eles precisam dar confiança à comunidade internacional sobre o que eles estão fazendo." A subsecretária de Estado americana deixou claro que os EUA esperam que o Brasil assine o protocolo adicional ao Tratado de Não-Proliferação (TNP), em maio, durante o encontro de revisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Nova York.

"O presidente Obama espera que todos os países firmem o protocolo adicional e o TNP", disse. O documento estabelece inspeções abrangentes em instalações nucleares, incluindo visitas de surpresa. O Brasil é um dos poucos que não assinaram o protocolo. A posição do governo é de rejeitar novos compromissos dentro do TNP, até que os países detentores de armas nucleares cumpram sua parte no tratado, que é o desarmamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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