EUA criticam plano de Morales de expandir cultivo de coca

O embaixador dos Estados Unidos na Bolívia criticou na quarta-feira o plano do país sul-americano de expandir significativamente a área legal para plantação de folhas de coca, matéria-prima da cocaína. A Bolívia é a terceira maior produtora mundial da droga depois da Colômbia e do Peru. Os EUA são o maior mercado mundial para a cocaína. "O simples fato é que o excedente da coca sempre vai se tornar cocaína. Os traficantes de droga sempre poderão pagar um melhor preço... os Estados Unidos continuam a pedir que o governo boliviano trabalhe para reduzir, em vez de aumentar, as plantações de coca", disse o embaixador dos EUA Philip Goldberg. Os comentários do diplomata foram feitos dois dias depois do presidente boliviano, Evo Morales, um ex-plantador de coca, anunciar que a Bolívia vai aumentar a área legal para plantação da folha dos atuais 12.000 hectares para 20.000 hectares no ano que vem, desconsiderando os limites estabelecidos em uma lei patrocinada por Washington. A lei de 1988 estipula que a região boliviana de Yungan é a única onde o cultivo da folha de coca é permitido, numa área máxima de 20.000 hectares e para usos tradicionais, como para ser mastigada e para fazer chá. Um decreto posterior também permitiu o cultivo na região de Chapare.

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