EUA criticam presidente da Síria

O Departamento de Estado dos EUA criticou nesta segunda-feira os comentários anti-semitas do presidente sírio Bashar Assad, acusando-o de inflamar o ódio e a paixão religiosa. Ao saudar a chegada do papa João Paulo II a Damasco no sábado, Assad disse que "os territórios no Líbano, no Golan e na Palestina, foram ocupados por aqueles que até mataram o princípio de igualdade ao proclamarem que Deus criou um povo eleito entre todos os povos". "Eles tentaram matar os princípios de todas as religiões com a mesma mentalidade que os levou a perseguir Jesus Cristo e tentar perseguir e matar o profeta Maomé", disse Assad. O porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, disse que as observações de Assad são "tão lamentáveis quanto inaceitáveis", e apoiou o apelo do papa em favor da reconciliação. "Esta é realmente o única maneira de seguir adiante, especialmente nestes tempos difíceis, e o único caminho para obter a paz que todos as partes dizem desejar", disse Boucher.

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