EUA culpam governo da Síria por ataque a carro de embaixador

Partidários de Assad atiraram pedras e tomates contra comboio do americano Robert Ford

Associated Press

29 Setembro 2011 | 21h46

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos culpou a Síria pelo ataque ao embaixador americano em Damasco nesta quinta-feira, 29, dizendo que o ato foi parte de uma campanha orquestrada para intimidar os diplomatas no país árabe. Partidários do presidente Bashar Assad atiraram ovos, tomates e pedras contra o carro do embaixador Robert Ford.

 

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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, classificou o incidente como "horrível" e afirmou que as autoridades sírias deverão responder pelo episódio. Ela exigiu que Damasco proteja os diplomatas estrangeiros. "Condenamos esse ataque da forma mais forte possível. Essa tentativa de intimidar os diplomatas por meio da violência é completamente injustificada", disse.

 

As autoridades americanas garantiram que Ford não se feriu no incidente, mas disseram que o governo considera chamá-lo de volta para os Estados Unidos. Enquanto a decisão é tomada, Ford continuará a encontrar figuras da oposição a Damasco e pressionar o regime de Assad para encerrar a brutal repressão contra as manifestações pró-democracia que ocorrem no país desde março.

 

"Esse ataque indesculpável é claramente parte da campanha de intimidação que tem como alvo os diplomatas que estão levantando questões sobre o que está acontecendo na Síria", disse Hillary. "Isso reflete claramente a intolerância por parte do regime e de seus seguidores", completou.

 

A Casa Branca também se manifestou. O porta-voz do governo, Jay Carney, disse que os ataque é "injustificável". Ele disse que o embaixador Ford se converteu em uma testemunha da "brutalidade do regime de Assad" e o elogiou por "colocar a se próprio sob um grande risco para apoiar as aspirações legítimas do povo sírio".

 

Os Estados Unidos lideram o grupo de países que pede a renúncia de Assad na Síria. Damasco tem conduzido ataques com suas Forças Armadas contra manifestações pacificas por um regime mais aberto no país árabe. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), quase 3 mil pessoas já morreram nos confrontos. O governo culpa "grupos armados" e "terroristas" apoiados pelo Ocidente pelos combates. 

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