EUA culpam Junta Militar por milhares de mortes em Mianmar

Regime militar birmanês impede a entrada de militares estrangeiros no país, mesmo em tarefas humanitárias

EFE

31 de maio de 2008 | 01h25

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, responsabilizou neste sábado a Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) pela morte de "dezenas de milhares de pessoas", por dificultar a ajuda internacional após a passagem do ciclone "Nargis", em 2 de maio. Em seu discurso na Conferência sobre Segurança realizada em Cingapura, Gates disse que, além dos Estados Unidos, "outros muitos países viram entorpecidos seus esforços" para ajudar os 2,5 milhões de sobreviventes do ciclone. "Mianmar teve muito pouco interesse em falar com os Estados Unidos, e de fato todos os Governos que procuraram ajudar não tiveram êxito", acrescentou o secretário de Defesa. O regime militar birmanês autorizou dias depois da passagem do ciclone a aterrissagem no aeroporto de Yangun de vários aviões militares americanos carregados com ajuda humanitária para os desabrigados, mas mantém a proibição de desembarcar a ajuda transportada pelos navios de guerra. Mianmar impede a entrada de militares estrangeiros no país, mesmo em tarefas humanitárias, e especialmente a dos uniformizados de Governos como o dos Estados Unidos, que criaram sanções contra os membros da Junta Militar e seus familiares. Cerca de 134 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas por causa do ciclone que devastou o sul de Mianmar. Segundo dados das Nações Unidas, menos da metade dos cerca de 2,5 milhões de desabrigados recebeu socorro da comunidade internacional até o momento.

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