EUA dão green card a gay casado com americano

Um americano residente na Flórida e o seu marido búlgaro são o primeiro casal gay com a situação legalizada a receber o visto de residência permanente, conhecido como green card. A decisão é um marco importante do ponto de vista da imigração depois de a Suprema Corte derrubar lei que proibia o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2013 | 02h05

A notificação do visto foi expedida por e-mail na sexta-feira para Traian Popov, imigrante búlgaro que vive com o americano Julian Marsh em Fort Lauderdale, Flórida. A concessão indica que o governo Obama decidiu agir rapidamente para mudar a política de vistos após o tribunal invalidar o Defense of Marriage Act (Doma) - que definia o casamento como a união entre um homem e uma mulher, proibindo o governo federal de reconhecer casamentos entre pessoas do mesmo sexo para conceder visto.

A outorga do green card foi tão rápida que pegou o advogado do casal, Lavi Soloway, de surpresa. Ele representa vários casais gays e disse ter recebido a mensagem oficial quando participava de uma conferência em São Francisco de advogados especializado em imigração.

"Pensei 'será que estou lendo errado?'", disse ele em entrevista no domingo. Ele acrescentou que começou a chorar ao saber da concessão.

A decisão tomada pela Suprema Corte na quarta-feira tem impacto importante nos processos envolvendo cidadãos americanos que requereram green cards para os cônjuges estrangeiros do mesmo sexo. Popov, de 41 anos, vive legalmente nos EUA há 15 anos com visto de estudante. Concluiu seu mestrado e faz um doutorado em ciências sociais na Flórida. Ele e Marsh se casaram em Nova York no ano passado e em fevereiro requereram o green card.

A agência federal que outorga os vistos manteve uma lista de casais do mesmo sexo cujos requerimentos foram negados nos últimos anos, enquanto aguardava a decisão da Suprema Corte. Os pedidos recusados agora serão revistos sem que os casais necessitem entrar com novos papéis. Segundo as autoridades, aqueles que não se incluem na lista, caso de Marsh e Popov, terão seus pedidos analisados no mesmo ritmo que cônjuges tradicionais. / NYT

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