EUA decretam mais sanções contra líderes chavistas na Venezuela

Casa Branca diz estar profundamente preocupada com os esforços do governo venezuelano para aumentar a ameaça a opositores 

O Estado de S. Paulo

09 Março 2015 | 15h59

WASHINGTON - O presidente americano, Barack Obama, decretou novas sanções, incluindo o congelamento de bens e restrição de vistos, contra sete autoridades venezuelanas, a quem acusa de violações de direitos humanos. 

"Autoridades venezuelanas do passado e do presente que violaram os direitos humanos de cidadãos venezuelanos e se envolveram em atos de corrupção não serão bem-vindos aqui", disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. "E agora temos ferramentar para bloquear seus ativos e seu acesso a sistemas financeiros dos EUA". 

Ele acrescentou ainda que a administração Obama está "profundamente preocupada com os esforços do governo venezuelano para aumentar a ameaça aos opositores políticos" e que os problemas econômicos "não podem ser solucionados criminalizando dissidentes". 

As sanções atingem sete oficiais venezuelanos que teriam responsabilidade pela "violência contra protestos contra o governo" ou pela "prisão ou perseguição de indivíduos por exercerem seu legítimo exercício de liberdade de expressão", esclareceu o secretário do Tesouro americano, Jack Lew. 

Na lista estão o ex-diretor da Guarda Nacional Bolivariana e atual comandante da Região Estratégica de Defesa Integral Central (Redi Central), Antonio Benavides; o diretor do Serviço de Inteligência (Sebin), Gustavo González López; a promotora Katherine Haringhton; e o diretor da Polícia Nacional, Manuel Pérez; o presidente da Corporação Venezuelana de Guayana e ex-comandante da Guarda Nacional, Justo Noguera Pietri; o comandante da 31ª brigada armada do Exército, Manuel Bernal Martínez; e o inspetor geral da Forças Armadas, Miguel Vivas Landino.

Ao anunciar as sanções, Washington pediu que o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, liberte os opositores Leopoldo López, Daniel Ceballos e Antonio Ledezma./ EFE

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