EUA defendem a antecipação das eleições na Venezuela

A Casa Branca defendeu a antecipação das eleições na Venezuela, dando o seu apoio à principal exigência dos opositores do presidente venezuelano, Hugo Chávez. A greve geral no país entrou no seu 12º dia e praticamente paralisou a indústria petrolífera local, obrigando a estatal Petroleos de Venezuela a anunciar, na semana passada, a impossibilidade de cumprir as entregas de petróleo e derivados por motivo de "força maior". Além disso, a capital Caracas é tomada todos os dias por protestos a favor e contra Chávez, com o registro de casos esporádicos de violência. "Os EUA estão profundamente preocupados com relação à deterioração da situação na Venezuela. Na última semana, o tiroteio contra manifestantes pacíficos e os ataques contra televisão, rádio, jornais e empresas de mídia e paralisações na economia da Venezuela criaram uma situação grave", disse o porta-voz Ari Fleischer. "O povo da Venezuela merece algo melhor", acrescentou. Fleischer disse que os EUA apóiam os esforços de mediação do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria, e seu alerta de que, a menos que um diálogo seja aberto em breve, entre o governo e a oposição, a violência poderá explodir no país. Para evitar isso, Fleischer disse que os EUA acreditam que o governo deve antecipar as eleições. "Apenas os venezuelanos podem resolver seus próprios problemas. Os EUA estão convencidos de que o único caminho pacífico e político viável para sair da crise é antecipar as eleições", disse o porta-voz da Casa Branca.

Agencia Estado,

13 Dezembro 2002 | 15h35

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