EUA defenderão Coreia do Sul e Japão, diz Hillary

Secretária de Estado declara que a Coreia do Norte ''pagará caro'' se não voltar à mesa de negociações

Gustavo Chacra, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou ontem que a segurança do Japão e da Coreia do Sul é um compromisso dos EUA, acrescentando que o regime norte-coreano pagará caro se não retornar para a mesa de negociações e abandonar seu programa nuclear.As declarações foram dadas em entrevista coletiva ontem após reunião com o chanceler do Egito, Aboul Gheit, e no mesmo dia que o regime de Pyongyang ameaçou atacar a Coreia do Sul."Quero deixar claro os compromissos que os EUA têm e pretendem honrar com a defesa do Japão e da Coreia do Sul", afirmou Hillary em resposta à pergunta de um jornalista. Segundo a secretária de Estado, "a Coreia do Norte fez uma opção e decidiu violar a resolução 1718 da ONU. Ignorou a comunidade internacional, as negociações do sexteto e continua a agir de uma forma provocativa e beligerante". O sexteto é composto pelas duas Coreias, China, Japão, Rússia e EUA. Já a resolução citada por Hillary, aprovada em 2006, exigia que a Coreia do Norte não realizasse mais nenhum teste nuclear.Hillary acrescentou que, "nas Nações Unidas estão sendo discutidas quais as consequências que a Coreia do Norte enfrentará depois de suas recentes atitudes". A secretária demonstrou satisfação com a condenação internacional à Coreia do Norte, que incluiu Rússia e China. Para o Departamento de Estado, o sucesso de novas sanções dependem de o quanto Pequim estará disposto a adotá-las. Potências-chave do Conselho de Segurança da ONU concordaram ontem que a Coreia do Norte deve ter as sanções ampliadas por desafiar a resolução das Nações Unidas. Um projeto deve ser apresentado para votação na próxima semana.A Coreia do Norte considerou uma declaração de guerra a decisão da Coreia do Sul de integrar uma iniciativa internacional - firmada por 90 países - para interceptar os navios suspeitos de transportar material que poderia ser usado em armas de destruição em massa.Na Casa Branca, o porta-voz Robert Gibbs disse que esta era a quinta vez em 15 anos que a Coreia do Norte ameaçava pôr fim ao armistício, estabelecido em 1953 com a Coreia do Sul. Mas sempre a paz prevaleceu. Segundo ele, Pyongyang não conseguirá chamar a atenção e as ameaças feitas à Coreia do Sul apenas aumentarão o isolamento do regime. "A maior parte de nossos aliados acredita que o que a Coreia do Norte faz prejudica a ela própria." Aviões americanos colheram amostras de nuvens na região para verificar se a explosão de segunda-feira foi mesmo nuclear, como afirma Pyongyang. COM AP

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