EUA deixarão de conceder vistos na Venezuela

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira que o consulado em Caracas deixará de conceder vistos ao público venezuelano a partir de 20 de janeiro. O corte desse serviço é justificado pela redução de pessoal na embaixada dos EUA na capital venezuelana, disse o escritório do porta-voz Richard Boucher.A seção de passaportes de não-imigrantes não receberá solicitações rotineiras a partir dessa data e "até novo aviso", disse Boucher em uma declaração por escrito. "A partir de 20 de janeiro, essa seção só aceitará solicitações para funcionários venezuelanos de alto nível e diplomatas, para diplomatas de terceiros países que estejam acreditados na Venezuela, as esposas e filhos menores de cidadãos americanos que queiram abandonar temporariamente a Venezuela, e casos humanitários e de emergência médica comprovados", disse Boucher.A medida se soma a um alerta de viagem reiterado no mês passado pelo Departamento de Estado, no qual o governo dos EUA pedia aos norte-americanos que não viajassem ou reconsiderassem os planos de viagem para a Venezuela devido à instabilidade política e potenciais episódios de violência no país sul-americano. Os vistos para não-imigrantes são concedidos a pessoas que queiram viajar para os Estados Unidos por razões de turismo, negócios, estudos ou trabalho.O embaixador dos Estados Unidos em Caracas, Charles Shapiro, disse que dois terços do pessoal da embaixada e seus familiares já partiram de volta a seu país e, por isso, "com menos gente não se pode realizar o mesmo trabalho".Shapiro se encontrou com membros do governo e da oposição nos últimos dias. Após uma reunião com o presidente Hugo Chávez esta semana, disse que cada dia vê que "há mais possibilidade de violência nas ruas, de violência entre as partes".Em Washington, Boucher declarou que a embaixada "lamenta" o fechamento de seu escritório consular e que aguarda "por uma solução pacífica, constitucional, democrática e eleitoral para a crise que afeta a Venezuela". Indicou que desde 20 de dezembro o pessoal que não exerce funções de emergência na embaixada e seus familiares receberam ordens de abandonar a Venezuela, onde o governo enfrenta uma paralisação nacional em busca da renúncia de Chávez.

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