EUA: Demissões foram aprovadas por procurador-geral

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Alberto Gonzales, aprovou os planos para demitir vários promotores federais numa reunião realizada em novembro, um mês antes de oito deles serem despedidos, segundo revelam documentos divulgados pela imprensa americana.De acordo com as informações, os documentos detalham que num encontro, no dia 27 de novembro de 2006, Gonzales e pelo menos cinco altos funcionários de seu Departamento traçaram um plano para efetuar as demissões.O plano foi criado pelo ex-chefe de pessoal Kyle Sampson.Na sexta-feira, 24, Sampson anunciou que testemunhará no Comitê Judicial do Senado e que "deseja responder a todas as perguntas" na próxima quinta-feira, 29.O advogado de Sampson, Bradford Berenson, em carta de dois parágrafos dirigida ao presidente do comitê, o senador democrata Patrick Leahy, disse que o seu cliente confia que sua "decisão de comparecer atenda às necessidades do Congresso".Gonzales aceitou no último dia 12 a renúncia de seu chefe de pessoal, que manteve estreita comunicação com a então assessora legal da Casa Branca, Harriet Miers, sobre a demissão de oito promotores e possíveis repercussões políticas.Os documentos divulgados também revelam que a reunião de novembro na Sala de Conferências do secretário de Justiça foi o único momento em que ele se reuniu com altos funcionários que decidiram a demissão dos promotores.Tasia Scolinos, porta-voz do Departamento de Justiça, ressaltou que não está claro se Gonzales deu aprovação final para o processo na reunião. Ele afirmou que o Secretário de Justiça não esteve envolvido no processo de seleção dos promotores.Esta semana, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, propôs ao Congresso que seu assessor político, Karl Rove, e a própria Miers, assim como os seus ajudantes, falem sobre o caso a portas fechadas e sem prestar juramento.Os democratas, porém, consideram a proposta "inaceitável".O escândalo afeta principalmente o secretário de Justiça, um colaborador de Bush que recebeu do presidente um telefonema na terça-feira, para expressar seu apoio.

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