Bulent Kilic/AFP
Bulent Kilic/AFP

EUA denunciam uso de aviões e tanques contra civis na Síria

Porta-voz da presidência norte-americana afirmou que há 'um ataque em curso' contra a população civil em Alepo

estadão.com.br,

25 de julho de 2012 | 21h05

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos denunciou nesta quarta-feira, 25, que o regime sírio está utilizando aviões e tanques contra a população civil na cidade de Alepo, o que, segundo a Casa Branca, seria um novo exemplo do descaso do presidente Bashar Assad. O porta-voz da presidência, Jay Carney, disse aos jornalistas a bordo do Air Force One que há "um ataque em curso" contra a população civil em Alepo.

Veja também:

link Rússia está disposta a sediar diálogo entre rebeldes e governo de Damasco

link Turquia fecha fronteira síria para tráfego comercial, diz ONU

O governo dos EUA tem "relatórios críveis" de que o regime está usando não somente helicópteros, mas também aviões e tanques "para cometer atos de violência contra a população e os civis desarmados", indicou Carney. Mais de 80 pessoas morreram nesta quarta-feira na Síria, segundo informações dos grupos opositores, que denunciaram intensos bombardeios.

Só em Alepo, onde houve diversos combates entre o Exército e os rebeldes, morreram entre 16 e 20 pessoas, nos bairros de Al Sukari, Salahedín, Al Sajur, Al Bab e Bustan al Qasr, onde as tropas do regime abriram fogo a partir de helicópteros. Esta nova escalada da violência coincide com a visita a Damasco do chefe dos boinas azuis, Hervé Ladsous, e do novo responsável dos observadores da ONU, Babacar Gaye, que inspecionam a situação no país.

"Quanto mais tempo Assad permanecer no poder, mais mortal será a situação na Síria", ressaltou Carney, que pôs Alepo como exemplo das "medidas extremas" que o regime sírio está tomando para "matar seu próprio povo". O porta-voz do presidente Barack Obama também reiterou que o governo americano continua preocupado com o arsenal químico da Síria e que o uso dessas armas seria "inaceitável".

Com Efe 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.