EUA deportam paquistanês condenado por fraude

Um paquistanês que já foi suspeito de manter contato por computador com um dos terroristas que atuaram nos atentados de 11 de setembro completou a sentença a que havia sido condenado, num caso diferente, por fraude, e deportado. Imtiaz Ahmed Siddiqui cumpriu cinco meses de cadeia por fraude eleitoral e, ao término da sentança, na sexta-feira, foi entregue ao Serviço de Imigração e Naturalização.As autoridades não informaram se Siddiqui, que entrou nos EUA em 4 de julho, com autorização para trabalhar na área de telecomunicações, havia sido imediatamente deportado. Quando Siddiqui foi preso, em 22 de setembro, o FBI alegou que ele havia entrado num site de viagens da Internet ao mesmo tempo que um dos terroristas, e que ambos poderiam ter se comunicado. Siddiqui, segundo seu advogado, alegou que a visita simultânea foi uma coincidência.O paquistanês acabou acusado e condenado por fraude eleitoral, depois de confessar que havia se registrado como eleitor e tirado carteira de motorista fingindo ser cidadão americano.Na sexta-feira, autoridades paquistanesas disseram qie o principal suspeito pela morte do jornalista americano Daniel Pearl usou o nome ?Imtiaz Siddiqui? como pseudônimo ao se comunicar com o repórter, antes de seqüestrá-lo. O nome é comum no Paquistão, e o advogado de Siddiqui diz que seu cliente não tem ?nada a ver? com o caso.

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