EUA desafiam China e enviam B-52 a zona de defesa aérea

Dois caças-bombardeiros B-52 dos Estados Unidos sobrevoaram um grupo de ilhas disputadas entre Japão e China no Mar da China Oriental sem informar Pequim, disseram fontes norte-americanas nesta terça-feira, em um desafio direto a Pequim e sua decisão de expandir sua zona de defesa aérea.

AE, Agência Estado

26 de novembro de 2013 | 18h24

Os aviões voaram de Guam e entraram na nova Zona de Identificação e Defesa Aérea Chinesa por volta das 19h de ontem, no horário de Washington, informou uma fonte dos EUA. Eles ficaram menos de uma hora cruzando o céu do Pacífico, onde não encontraram problemas.

Embora os EUA insistam que a missão de treinamento foi planejada há muito tempo e não tem relação com a nova Zona de Defesa Aérea da China, o voo ocorreu dias depois de o governo chinês ter divulgado um mapa e um novo conjunto de regras que regem a zona.

Durante a expansão, a Zona de Identificação e Defesa Aérea passou a incluir o grupo de ilhas, disputado tanto pela China quanto pelo Japão. As novas regras incluem notificações para autoridades chinesas sobre planos de voos, sujeitos a medidas militares de emergência.

As ilhas, fonte de tensão crescente entre os governos envolvidos, são chamadas de Diaoyu pelos chineses e conhecidas como Senkaku pelos japoneses.

O especialista da Marinha chinesa Zhang Junshe, citado pela Agência Xinhua, disse que outras nações não precisam ficar alarmadas, pois a nova zona não deve ser considerada uma medida preventiva contra qualquer país vizinho.

O voo dos B-52s fez parte de um exercício planejado chamado Coral Lightening, disseram as fontes norte-americanas. Os caças-bombardeiros não estavam armados e não foram acompanhados por aviões de escolta. Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
EUAChinamilitarB-52

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.