EUA descartam intervenção em caso de guerra civil no Iraque

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse nesta quinta-feira que serão as Forças de Segurança iraquianas e não as americanas que responderão à violência se o Iraque cair em uma civil guerra. Ele compareceu à Comissão de Dotações Orçamentárias junto com a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e altos comandantes das forças armadas. "O plano é prevenir uma guerra civil, e extinguir os focos de insurgência, prover treinamento e equipamento ao exército iraquiano para que este possa manter a ordem local", disse Rumsfeld. Mas a única maneira de conseguir uma paz local a longo prazo é formar um governo democrático e firme, completou. Na abertura de seu discurso, Condoleezza foi interrompida por um homem da platéia que se levantou e gritou, "Quantos de vocês têm filhos nesta guerra ilegal e imoral? O sangue está em suas mãos e vocês não podem limpar". Enquanto o homem era escoltado para fora do comitê por oficiais da segurança ele ainda conseguiu gritar, "Atire Rumsfeld!". A secretária pediu que um repasse de US$ 91 bilhões para continuar com a guerra no Iraque e Afeganistão seja aprovado rapidamente, alegando que mesmo com a violência nesses países o processo de criação e estabelecimento de um governo democrático na região está correndo de forma satisfatória. Rumsfeld disse ao comitê que o repasse é necessário para ajudar as tropas americanas e aliadas em sua luta contra o terrorismo e a luta sectária que é travada no Iraque. Cerca de US$ 6 bilhões do repasse é destinado a continuar com a criação de forças tarefas no Iraque e no Afeganistão. Na audiência, os dois insistiram que a chave para evitar uma guerra civil é criar um governo "de união nacional" que inclua xiitas, curdos e sunitas. Apesar das eleições parlamentares de 15 de dezembro, o Iraque ainda não formou um novo governo. Condoleezza exigiu ainda que o Congresso americano aprove a liberação de US$ 75 milhões em uma ajuda ao Irã, cujo objetivo é promover a democracia no país. "Nós não temos problemas com os cidadãos iranianos", disse ela, adicionando que o problema é com o governo do Irã e suas ambições nucleares. Até agora, o Congresso aprovou sem muitas queixas os pedidos de fundos da administração para os conflitos no Iraque e Afeganistão.

Agencia Estado,

09 Março 2006 | 20h08

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