EUA descartam possibilidade de conflito militar na península coreana

Segundo o departamento de Estado, Pyongyang não deu sinais de estar preparada para confronto

estadão.com.br,

24 de novembro de 2010 | 20h45

WASHINGTON - O governo americano classificou o ataque norte-coreano à uma ilha sul-coreana no último dia 23 como um ato isolado e premeditado. Em entrevista coletiva diária no departamento de Estado, o porta-voz P.J. Crowley disse que a Coreia do Norte não está preparada para um confronto militar extenso.

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"Acreditamos que o que aconteceu foi um ato isolado, mas premeditado", disse Crowley. "Sem entrar em detalhes de inteligência, não vemos a Coreia do Norte pronta para um conflito militar extenso".

O porta-voz reiterou a posição do governo americano de que o papel da China no alívio às tensões na península coreana é fundamental. " Apesar de pequenas discordâncias, China e EUA veem a situação de maneira similar. Continuaremos a conversar com os chineses para convencer os norte-coreanos a tomarem as decisões certas, e não as erradas", afirmou.

Mais cedo, a China pediu nesta quarta-feira, 24, que as Coreias do Norte e do Sul mostrem "calma e contenção" e se comprometam o mais rapidamente possível com conversações para evitar uma escalada nas tensões.

"A China faz um chamado forte para que tanto a Coreia do Norte como a do Sul ajam com calma e contenção, e o mais rapidamente possível se comprometam com o diálogo e os contatos". disse comunicado da chancelaria chinesa.

Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada pelo armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente. O ataque à ilha de Yeonpyeong é considerado um dos mais graves incidentes desde então.

Um dos episódios mais recentes dos atritos entre os países foi o afundamento do navio sul-coreano Cheonan. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do ataque, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte, que está sob pressão pelas suspeitas de estar ampliando seu programa nuclear, nega.

 

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