EUA desdenham de lançamento de míssil pela Coréia do Norte

Os Estados Unidos não deram nenhuma importância ao lançamento de um míssil norte-coreano de curto alcance sobre o Mar do Japão, em águas internacionais. Realizado hoje, o teste coincidiu com a posse do presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun. "É a maneira que os norte-coreanos encontraram para festejar a posse do presidente sul-coreano", ironizou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. "Nessas ocasiões, muitos países costumam mandar flores ou dignitários. A Coréia do Norte dispara foguetes." Segundo Fleischer, o regime norte-coreano quer apenas "chamar a atenção (dos EUA), dizendo paguem". "A Coréia do Norte não vai ganhar nenhum presente por esse mau comportamento."Em Seul, no entanto, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, anunciou nesta terça-feira que os Estados Unidos doarão 40.000 toneladas métricas de comida à Coréia do Norte e estão preparados para contribuir com mais 60.000 toneladas métricas durante o ano. Powell aproveitou ainda para subestimar o teste norte-coreano, qualificando o artefato militar como "ultrapassado".Roh, por sua vez, não fez menção ao episódio no discurso de posse, mas pediu aos norte-coreanos que renunciem a seu programa nuclear. O novo presidente sul-coreano pretende reabrir o diálogo com Pyongyang sobre a reunificação do país, e quer resolver a questão nuclear por meio de negociação.Powell, que assistiu à posse, assegurou a Roh que os EUA não têm planos para atacar a Coréia do Norte, mas, ressaltou, não abrem mão da opção militar. "A Coréia do Norte deve desistir de sua ambição nuclear se quiser ter um futuro melhor", disse.Ainda nesta terça-feira, o governo norte-coreano, por meio de sua agência de notícias oficial, informou que um avião norte-americano de espionagem violou seu espaço e afirmou que situações similares ocorreram em dias anteriores.

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