EUA desistem de enviar marines para Tora Bora

Os militares dos EUA indicaram nestaquarta-feira que é improvável o envio de um contingente defuzileiros navais para vasculhar o complexo de túneis e cavernasde Tora Bora, perto de Jalalabad, no leste do Afeganistão,informou emissora americana de TV NBC. O Departamento de Defesa (Pentágono) parece ter mudado de umdia para o outro seus planos de vasculhar essa região onde osaudita Osama bin Laden e partidários da organização Al-Qaedaestiveram ou ainda poderiam estar escondidos. A decisão derealizar uma ampla ofensiva depende da obtenção de apoio dasforças afegãs anti-Taleban que empreenderam uma caçada aosmembros da Al-Qaeda e consideram seu trabalho encerrado. A decisão sobre o envio dos marines está nas mãos do generalTommy Franks, chefe do Comando Central dos EUA no Afeganistão. Apenas um dia antes, o Pentágono informara que cerca de 500marines iriam vasculhar as montanhas de Tora Bora, onde tropasafegãs anti-Taleban, apoiadas por forças especiais americanas,têm rastreado cavernas e túneis. E na sexta-feira o departamentoantecipara estar enviando à região dez bombas termobáricas,feitas para serem lançadas contra lugares fechados. Essesartefatos, ainda em fase experimental, retiram o ar do local eprovocam a morte por sufocamento. Missão - O major Robert Winchester, porta-voz dos fuzileiros navaisafirmou de uma base em Bahrein que os planos de rastreamentoforam modificados. "Não creio que os marines terão mais essamissão e isso é tudo o que posso dizer", afirmou à NBC. Aemissora assinalou que fontes no Pentágono justificaram amudança como resultado da satisfação da cúpula militar com asbuscas feitas pelos comandantes afegãos. Mas há também apossibilidade de que os EUA estejam evitando desagradar oscomandantes pashtuns locais, que nos últimos dias manifestaramdescontentamento com a chegada dos marines. Nos últimos sete dias, aviões americanos têm retornado de suasincursões nas montanhas com 85% a 100% de seu arsenal de bombaspor falta de alvos, disseram alguns oficiais, embora salientandoque ainda há bolsões da Al-Qaeda no Afeganistão. Em Kandahar, alguns militantes feridos dessa organizaçãorebelaram-se na semana passada e tomaram uma parte do hospitalpara onde haviam sido levados. Eles ameaçam explodir-se casopessoas que não sejam do corpo médico se aproximem.

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