Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

EUA 'desperdiçaram' milhões de dólares no Iraque e no Afeganistão

Segundo agências que realizaram auditorias dessas intervenções, programas eram criados e logo abandonados

estadão.com.br,

30 de julho de 2012 | 17h01

WASHINGTON - O governo dos Estados Unidos desperdiçou centenas de milhões de dólares em programas no Iraque e no Afeganistão, informaram, nesta segunda-feira, 30, agências que fizeram auditorias dessas intervenções. A Inspeção Geral para a Reconstrução do Iraque afirmou em um relatório que o país norte-americano gastou cerca de US$ 206 milhões na construção de edifícios para a instrução policial no Iraque.

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Em um programa qualificado pelos analistas como "inútil", os edifícios eram usados para alojamento e capacitação no anexo do Colégio Policial de Bagdá a um custo de US$ 108 milhões. Os outros US$ 98 milhões foram gastos na construção do consulado em Basra, que seria usado também em instrução. No entanto, o Departamento de Estado "decidiu encerrar o anexo (em Bagdá) pouco após iniciado o programa de instrução policial, devido aos custos de proteção", e o consulado em Basra não o utilizou porque o Ministério do Interior iraquiano cancelou a instrução no local.

Em entrevista ao grupo "Center for Public Integrity", o Inspetor Geral, Stuart Bowen, calculou que desde que invadiu Iraque em março de 2003, os Estados Unidos gastaram cerca de US$ 51 bilhões em reconstrução, dos quais foram perdidos em desperdício, fraude e abusos, algo entre US$ 6 e 8 bilhões.

Em seu relatório trimestral ao Congresso, a Inspeção Geral informou que no fim de junho havia no Iraque 1.235 empregados civis do governo norte-americano e, no início de julho, ao menos 12.477 empregados de empreiteiras ou concessionários financiados pelos EUA. O número diminuiu 10% em relação ao trimestre anterior, e o contingente de empreiteiros e concessionários diminuiu 26%.

Por sua vez, a Inspeção Geral para a Reconstrução do Afeganistão apontou que, dois anos depois da liberação de US$ 400 milhões do Congresso para que o Pentágono e o Departamento de Estado financiassem sete projetos no país, invadido em 2001, os trabalhos ainda não foram iniciados.

Cinco desses projetos, indicou o relatório, pretendiam aumentar o fornecimento de energia no sul do Afeganistão e deveriam ser concluídos em meados de 2012, quando estivesse acabando a missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país. O congresso dos EUA aprovou, ao longo de mais de uma década de intervenção, quase US$ 90 bilhões para a reconstrução do Afeganistão.

Com Efe 

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