EUA detêm capelão muçulmano em Guantánamo

Autoridades americanas detiveram um capelão muçulmano na base naval de Guantánamo, em Cuba. Yousef Yee, um capitão do exército americano, é acusado de espionagem, de levar documentos secretos aos Estados Unidos e atender membros da rede terrorista Al-Qaeda na base americana de Guantánamo. Segundo informações divulgadas hoje, Yee tinha em seu poder desenhos da prisão e listas com os nomes dos prisioneiros do local. Yee, no entanto, ainda não foi acusado formalmente. Yee tem 34 anos e é de origem chinesa. Converteu-se do cristianismo ao islamismo durante o período que prestou serviços em uma unidade militar dos Estados Unidos na Arábia Saudita, depois do fim da guerra do Golfo Pérsico - fevereiro de 1991. Depois de prestados os serviços, permaneceu quatro anos estudando o Islã em Damasco e, no final da década de 90, foi incorporado novamente às Forças Armadas americanas como clérigo muçulmano. Yee chegou à estação naval de Guantánamo em novembro do ano passado. Sua missão era ensinar seus companheiros sobre o Islã e dar conselhos aos detidos, que são suspeitos de terem relação com o Taleban, no Afeganistão, e com a Al-Qaeda. Segundo fontes militares, no entanto, os documentos secretos apreendidos com Yee de nada tem a ver com sua missão religiosa. Preso, Yee recusou-se a dar informações sobre suas atividades. Quando lhe perguntaram se sentia compaixão por seus prisioneiros - alguns dos 660 presos em Guantánamo ainda não foram acusados formalmente -, Yee permaneceu em silêncio e não demostrou qualquer tipo de emoção. "Estou aqui para prestar um serviço espiritual aos presos e aos soldados", disse.

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