Guillermo Arias / AFP
Guillermo Arias / AFP

EUA detiveram mais de 50 mil imigrantes na fronteira em dezembro

Número de imigrantes ilegais retidos ou impedidos de entrar no país cresce pelo terceiro mês enquanto governo federal segue parcialmente paralisado em razão da disputa do presidente Donald Trump com democratas sobre verbas para muro fronteiriço

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2019 | 11h30

WASHINGTON - O número de imigrantes que cruzam ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos cresceu em dezembro pelo terceiro mês seguindo, com mais de 50 mil pessoas detidas, informou a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, em inglês). Também houve aumento no número de famílias que tentam entrar no país.

Enquanto o governo federal americano segue parcialmente paralisado em razão da disputa do presidente Donald Trump com os democratas sobre as verbas para a construção de um muro fronteiriço, a CBP afirmou que prendeu 50.753 pessoas que entraram ilegalmente no país em dezembro.

Outras 10.029 pessoas foram impedidas de entrar nos pontos oficiais de controle fronteiriço porque não tinham a documentação necessária.

Esses números são similares aos de outubro, quando o número de imigrantes ilegal disparou em comparação com os primeiros meses de 2018, mas estão um pouco abaixo das 62.456 pessoas detidas e bloqueadas na fronteira em novembro.

Os números destes últimos três meses são as mais elevadas deve que houve um breve aumento repentino em 2014. E as pessoas que chegam em família representam mais da metade deste total- em dezembro, 4.766 famílias de imigrantes tentaram entrar nos EUA.

De acordo com a CBP, 96% dessas famílias eram dos países pobres do chamado Triângulo Norte da América Central: Guatemala, Honduras e El Salvador. A maioria deles busca asilo e fogem da pobreza e da violência generalizada em seus países.

No passado, as prisões de imigrantes sem documentos se concentravam em homens mexicanos que migravam sozinhos em busca de trabalho e que poderiam ser facilmente deportados para seus países. Hoje, no entanto, as famílias que chegam da América Central muitas vezes fazem um pedido de asilo, o que impede sua expulsão até que seu caso seja estudado.

Políticos americanos reconhecem que a falta de meios suficientes para acolher essas famílias e tratar seus casos pode causar uma "crise humanitária na fronteira".

Trump, por sua vez, diz que há também uma "crise de segurança" e garante que criminosos e terroristas se escondem nesse fluxo de imigrantes. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.