EUA deve ter novos protestos contra morte de negro

A mãe de Eric Garner, um norte-americano negro morto ao ser segurado pelo pescoço por um policial, pediu que o público continue protestando contra a morte de seu filho. Gwen Carr deu declarações emocionadas ao lado do ministro batista reverendo Al Sharpton no bairro do Harlem, em Nova York.

Estadão Conteúdo

06 de dezembro de 2014 | 16h37

O reverendo Sharpton afirmou que está planejando uma nova marcha no próximo sábado, a qual deve ocorrer em Washington. Ele afirmou que sua ONG, a National Action Network, irá providenciar ônibus de graça para levar manifestantes até a capital norte-americana.

A passeata iria desde a Pennsylvania Avenue até a Casa Branca. Entre os manifestantes, é esperada a presença de familiares de Garner, de Michael Brown, morto em Ferguson, no Missouri, e de Trayvon Martin, morto na Flórida. "No sábado, sairemos do momento para o movimento", declarou Sharpton.

A decisão da Justiça norte-americana de não indiciar o policial pela morte de Garner levou a três dias de protestos espalhados pelo país e provocou mais de 300 prisões só na cidade de Nova York.

Manifestações nesta sexta-feira foram menores e mais fracas do que em noites anteriores, provavelmente em razão da chuva em Nova York. Centenas de pessoas marcharam por algumas das mais movimentadas ruas de Manhattan e passaram por destinos turísticos populares como o Rockefeller Center e a Times Square.

A polícia prendeu 20 pessoas durante a noite. Nenhum manifestante ou policial foi ferido, segundo um oficial. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
EUAprotestosmorte

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.