Ammar Awad/Reuters
Ammar Awad/Reuters

EUA devem apresentar plano de paz para o Oriente Médio

Proposta americana será apresentada a Binyamin Netanyahu, e seu rival nas próximas eleições, Benny Gantz

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2020 | 18h07

JERUSALÉM - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elabora um plano de paz para o Oriente Médio. O republicano discutirá detalhes da proposta, na próxima semana, provavelmente na terça-feira, em Washington, com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e seu rival nas próximas eleições, Benny Gantz. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 23, pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence. A ideia é lançar o plano até junho.

 

Pence se encontrou com Bibi e Gantz e os convidou para irem à Casa Branca e debaterem uma prévia da proposta, que foi concluída no ano passado, mas mantida em sigilo em meio à turbulência política em Israel. Nenhum detalhe do pacote foi divulgado nesta quinta-feira.

No ano passado, o governo Trump divulgou uma série de investimentos que começariam a ser feitos em territórios palestinos, como parte de uma estratégia para tentar apaziguar a região.

No entanto, o republicano optou por não divulgar mais detalhes do plano na ocasião, principalmente os itens que foram considerados politicamente sensíveis para evitar críticas de que estaria interferindo a favor de Bibi nas eleições de Israel.

 

Com os israelenses agora se preparando para sua terceira disputa eleitoral em um ano, as autoridades americanas decidiram liberar o plano e deixar “que as coisas sigam seu curso”, disseram diplomatas regionais e ex-autoridades americanas, que pediram para manter seus nomes em sigilo.

 

O esforço para delinear um plano de paz para o Oriente Médio foi liderado pelo genro e conselheiro de Trump, Jared Kushner, e começou a ser pensado já nos primeiros meses da gestão do republicano.

 

De acordo com autoridades, a nova proposta teria a marca do governo Trump, pois envolveria tratativas para melhorar o ambiente de negócios entre os Estados Unidos e os países da região.

 

Acordo do século

Em junho do ano passado, Kushner chegou a apresentar uma série de propostas econômicas para a região. O projeto ficou conhecido como “acordo do século”.

 

“Minha mensagem direta ao povo palestino é que, apesar do que do que disseram aqueles que abandonaram vocês no passado, o presidente Trump e os Estados Unidos não farão o mesmo”, disse Kushner na ocasião. À época havia também o compromisso de a Liga Árabe de investir US$ 100 milhões por mês nos territórios palestinos – não foi divulgado como isso seria feito.

 

Os palestinos rejeitaram o plano, alegando que ele não fazia nenhuma menção ao fim da ocupação israelense em territórios palestinos e a não abordava questões políticas relevantes da região. / W. Post, AFP e AP

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